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Fábrica que estragou milhões de vacinas da Johnson contra Covid nos EUA também descartou milhões de doses da AstraZeneca

As duas revelações são do jornal "The New York Times",

07/04/2021 10h18
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Por: Redação Fonte: G1
Seringa é enchida com vacina da Johnson durante imunização em Louisville, no estado americano do Kentucky, nesta segunda-feira (15). — Foto: Jon Cherry/Getty Images via AFP
Seringa é enchida com vacina da Johnson durante imunização em Louisville, no estado americano do Kentucky, nesta segunda-feira (15). — Foto: Jon Cherry/Getty Images via AFP

A empresa Emergent BioSolutions, que tem uma fábrica em Baltimore e "destruiu" um lote inteiro de até 15 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson nos Estados Unidos, também estragou cinco lotes do imunizante de Oxford/AstraZeneca que tinham entre 10 e 15 milhões de doses.

As duas revelações são do jornal "The New York Times", que descreve uma série de problemas na fábrica, que incluem contaminação, mistura de ingredientes de vacinas de diferentes fabricantes e desrespeito às boas práticas na fábrica, que fica no estado de Maryland (veja mais abaixo).

 

Após a primeira notícia, de que a empresa misturou ingredientes das vacinas da Johnson & Johnson e de Oxofrd/AstraZeneca e destruiu até 15 milhões de doses do imunizante a Johnson, o governo dos EUA interveio na fábrica, colocou a farmacêutica americana para administrá-la e proibiu a produção de vacina de Oxford/AstraZeneca no local.

A nova reportagem agora revela que cinco lotes da vacina de Oxford/AstraZeneca foram descartados entre outubro e janeiro (cada um com uma quantidade equivalente entre dois milhões e três milhões de doses) por contaminação ou suspeita de contaminação.

O "NYT" diz que a Emergent BioSolutions, uma empresa de biotecnologia conhecida por produzir vacinas contra o antrax, produziu cerca de 150 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 apenas na semana passada na fábrica que sofreu intervenção.

Mas até agora nenhuma dose foi usada porque os órgãos reguladores ainda não certificaram a fábrica para permitir que as vacinas sejam distribuídas e aplicadas.

Produção garantida

Apesar dos problemas, o "New York Times" diz que os problemas na fábrica em Baltimore não vão afetar o cronograma do presidente dos EUA, Joe Biden, de aplicar 200 milhões de vacinas até o dia 30.

Isso porque outros fabricantes estão produzindo muitas doses. Segundo a agência de notícias Associated Press, a Emergent BioSolutions é uma das cerca de dez empresas que a Johnson & Johnson está subcontratando para acelerar a fabricação de sua vacina.

 

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